Greve dos auditores prejudica operações no terminal de Foz de Iguaçu

Greve de auditores fiscais atrasa despachos em terminal de Foz

A operação-padrão dos auditores fiscais da Receita Federal começou a gerar os primeiros reflexos namovimentação das exportações e importações brasileiras.
A categoria reivindica reajuste salarial de 30,18%. O governo federal, segundo o Sindifisco, não fez nenhuma proposta até agora.
Em Foz do Iguaçu (PR), o pátio de caminhões do porto seco, que comporta cerca de 720 veículos, já está lotado. Havia outros 200 aguardando senha para entrar nesta quarta-feira.
O terminal é o segundo maior porto seco do país. Recebe e envia cargas sobretudo ao Paraguai e à Argentina.
Desde segunda-feira, os auditores fiscais estão passando pente fino em todas as cargas dos canais amarelo e vermelho de exportação e importação produtos que necessariamente passam por checagem de documentação, mas nem sempre pela conferência física da carga.
Com a operação-padrão, todas essas cargas estão sendo checadas, o que atrasa o despacho aduaneiro.
Em Foz do Iguaçu, as cargas amarela e vermelha representam cerca da metade dos 500 caminhões diários que passam pelo porto seco com a operação-padrão, apenas 30 estão passando pelo despacho diariamente.
A maioria das cargas em espera são exportações de fertilizantes, veículos (para a Argentina) e máquinas.
Agora, os transportadores temem revoltas de caminhoneiros e deterioração das cargas, caso a espera se arraste.
Quem está na fila não tem banheiro, restaurante, não pode abandonar o caminhão porque roubam. Chega um momento em que a motoristada se revolta, diz o empresário Mário Alberto de Camargo, da Associação Comercial de Foz do Iguaçu.
Em Manaus, a mobilização provoca atraso de 10% na liberação semanal de cargas importadas pelas indústrias e despachadas pela alfândega do aeroporto da cidade.
O diretor do Cieam (Centro das Indústrias do Estado do Amazonas) Ronaldo Mota disse que advogados das indústrias preparam ações judiciais contra o governo para pedir a liberação de cargas retidas.

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Sobre Luciano Bushatsky Andrade de Alencar

Pernambucano. Advogado Aduaneiro e Tributarista, com foco em tributação em comércio exterior e Direito Aduaneiro de um modo geral, atendendo todos os intervenientes nas atividades de comércio exterior, desde importadores e exportadores, aos operadores portuários. Sócio do escritório Severien Andrade Alencar Advogados. Pós-graduado em Direito Tributário pelo IBET/SP - IPET/PE. Vice-Diretor da Associação Brasileira de Estudos Aduaneiros - ABEAD/Regional Pernambuco. Membro da Comissão de Direito Marítimo, Portuário e do Petróleo da OAB/PE. Mestrando em Direito Tributário pela Escola de Direito da FGV/SP.

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