Declaradas como brinquedos, armas eram importadas pelos Correios

Esquema fazia armas chegarem ao Brasil declaradas como brinquedo

Segundo a Receita Federal, pode ser uma nova rota de contrabando.
Armas tinham como destino quatro estados brasileiros.

Sandra PassarinhoRio de Janeiro – RJ

Onze pistolas calibre nove milímetros, de uso exclusivo das Forças Armadas e avaliadas em R$ 24 mil. As armas chegaram pelo correio e foram descobertas nos aparelhos de raio-x do aeroporto internacional do Rio. Vieram dos Estados Unidos, com destino a quatro estados do Brasil, e foram declaradas como brinquedos e equipamentos esportivos. Segundo a Receita Federal, pode ser uma nova rota de contrabando.

Na manhã desta sexta-feira (17), em que a Receita Federal apresentou as pistolas apreendidas no aeroporto, o cinegrafista Junior Alves fez um flagrante que mostra onde vão parar armas que entram ilegalmente no Brasil.

Nas imagens, bandidos armados circulavam perto da Linha Vermelha, que dá acesso ao aeroporto. Um deles chega a apontar o fuzil para a pista. Ele se escondia a cerca de 300 metros de uma cabine da Polícia Militar.

O coordenador do projeto de controle de armas do Viva Rio, Antonio Rangel, fez um estudo sobre armas ilegais no país e critica a falta de fiscalização. “O que você tem é uma enorme falta de controle por parte das autoridades. São armas mais poderosas, porque os bandidos vão buscar lá fora o armamento pesado que não conseguem aqui dentro”.

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Sobre Luciano Bushatsky Andrade de Alencar

Pernambucano. Advogado Aduaneiro e Tributarista, com foco em tributação em comércio exterior e Direito Aduaneiro de um modo geral, atendendo todos os intervenientes nas atividades de comércio exterior, desde importadores e exportadores, aos operadores portuários. Sócio do escritório Severien Andrade Alencar Advogados. Pós-graduado em Direito Tributário pelo IBET/SP - IPET/PE. Vice-Diretor da Associação Brasileira de Estudos Aduaneiros - ABEAD/Regional Pernambuco. Membro da Comissão de Direito Marítimo, Portuário e do Petróleo da OAB/PE. Mestrando em Direito Tributário pela Escola de Direito da FGV/SP.

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