Porto de Santos é a Napoli brasileira

PCC usava Porto de Santos para enviar droga para a Europa; 23 foram presos

Esquema internacional. 3,7 toneladas de cocaína foram encontradas em contêineres em operação que descobriu, pela primeira vez, provas da ligação da facção com o tráfico intercontinental; mercadoria era transportada sem o conhecimento dos donos dos navios

01 de abril de 2014
Bruno Ribeiro e Fausto Macedo – O Estado de S.Paulo

O Primeiro Comando da Capital (PCC) participava de um esquema de envio de cocaína para a Europa, a África e a América Central pelo Porto de Santos, segundo investigação da Polícia Federal. É a primeira vez que há provas de ligação da facção criminosa com o tráfico intercontinental de drogas.

As Operações Hulk e Oversea, iniciadas no ano passado e deflagradas ontem na capital e na Baixada Santista, resultaram na prisão de 23 suspeitos – 13 estão foragidos. Foram expedidos também 80 mandados de busca e apreendidos dez veículos, uma embarcação, 19 pistolas, dois fuzis e 3,7 toneladas de cocaína – em todo o ano passado, foram apreendidas 4 toneladas da droga no porto.

A droga era trazida da Bolívia pela fronteira com o Paraguai, atravessava São Paulo e chegava à Baixada. Do Porto de Santos, a droga partia principalmente para a Espanha, a África e até para Cuba em navios sem o conhecimento dos responsáveis pelas embarcações.

Segundo as investigações da PF, havia a articulação de diversas células criminosas para executar o plano de transporte da cocaína. Os homens do PCC ficavam encarregados do processo final no porto. Cabia a eles encontrar os navios que atendessem às necessidades da quadrilha, como destino, e infiltrar criminosos nos barcos para fazer o carregamento da cocaína.

O relato da PF sobre a quadrilha enviado à Justiça, que resultou na expedição dos mandados de busca e apreensão e de prisão, informa que André Oliveira Macedo, ou André do Rap, de 37 anos, e seu comparsa Jefferson Moreira da Silva, o Dente, de 36, davam ordens para seus subordinados do PCC cooptarem funcionários que atuavam em Recintos Alfandegários de Exportação (Redex) para descobrir navios propícios para o transporte da droga e facilitar a entrada de traficantes.

André do Rap é apontado como líder da facção na Baixada – encarregado de tarefas de ponta, como a coleta da “rifa” (contribuições dos integrantes do PCC) e o fornecimento de armas de fogo a parceiros. Ele e Dente estão foragidos. Ambos estão com prisão temporária decretada pela Justiça Federal.

Da fronteira. O esquema começava na fronteira do Paraguai. Um dos acusados presos ontem, João dos Santos Rosa, coordenava a compra da cocaína com os países vizinhos, por intermédio de Raimundo Carlos Trindade, preso em julho do ano passado com 503 quilos de cocaína.

Eles integravam a célula que incluía o boliviano Rolin Gonzalo Parada Gutierrez, vulgo Federi, também foragido e tido como o principal fornecedor da cocaína ao esquema. Outros integrantes das células tinham contato com compradores na Espanha e em outros países.

Depois que esse grupo fez a aliança com o PCC da Baixada, a rota para o tráfico internacional foi estabelecida.

A cocaína, considerada pura, era colocada em sacolas ou mochilas, que eram inseridas em contêineres por funcionários dos Redex. Há 47 Redex registrados em Santos. Um grupo entrava nos recintos e, após inserir as mochilas nos contêineres, usava lacres falsos. Quando a droga chegava ao destino, outra quadrilha atuava para recuperá-la.

Investigação. A PF suspeita que a célula que atuava entre o Paraguai e a capital tenha sido responsável por um intenso tiroteio contra policiais federais, em setembro do ano passado, na Rodovia SP-255, em Bocaina, em que um agente foi morto com um tiro de fuzil. Na ocasião, a PF já investigava o grupo.

Os policiais tentavam interceptar um avião carregado de cocaína. A ação fez com que a aeronave não conseguisse pousar e acabou caindo. O piloto conseguiu fugir do local. / COLABOROU ZULEIDE DE BARROS, ESPECIAL PARA O ESTADO 

Porto de Santos bate recorde em 2012

Carga no Porto de Santos é recorde no 1º semestre

Volume de mercadorias somou 53,7 milhões de toneladas, alta de 14,3% ante igual período de 2012 

16 de julho de 2013Wladimir D’andrade, da Agência Estado

SÃO PAULO – O movimento de carga no Porto de Santos bateu recorde no primeiro semestre deste ano, com volume de 53,7 milhões de toneladas, alta de 14,3% sobre os 47 milhões de toneladas verificados em igual período de 2012, informou a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp). A carga para exportação cresceu 20,2% na primeira metade do ano ante mesmo intervalo de 2012, para 37,9 milhões de toneladas, enquanto o volume de importação avançou 2,3%, para 15,8 milhões de toneladas.

O Porto de Santos foi responsável por 25,6% da balança comercial brasileira no primeiro semestre, ao totalizar US$ 59,5 bilhões. O valor das cargas de exportação embarcadas totalizou US$ 30,6 bilhões, contra US$ 29,9 bilhões no primeiro semestre de 2012. As importações chegaram a US$ 28,9 bilhões, valor superior ao de igual período do ano passado (US$ 27,2 bilhões).

Em junho, o Porto de Santos movimentou 9,3 milhões de tonel0adas, o que representa um avanço de 11,6% sobre igual mês do ano passado. Deste volume, as exportações foram responsáveis por 6,4 milhões de toneladas (alta de 12,4%) e as importações por 2,9 milhões de toneladas (crescimento de 9,9%). De acordo com a Codesp, os totais mensais registrados no primeiro semestre de 2013 bateram recorde de movimentação quando comparados a igual mês do ano anterior.

Dentre as mercadorias de exportação, destaque para o açúcar, que cresceu 60,2% em volume no primeiro semestre, para 8,3 milhões de toneladas; para o álcool, cujo volume subiu 92,1% no período, para 892 mil toneladas; e para o milho, que apresentou elevação de 396,5% no volume, ao totalizar 1,6 milhão de toneladas. A soja, no entanto, liderou as exportações em volume absoluto, 12,1 milhões de toneladas, o que significou aumento de 7,3% de janeiro a junho de 2013 ante o primeiro semestre do ano passado.

O minério de ferro a granel liderou, no semestre, as altas entre os produtos de importação. A mercadoria cresceu 51,5% no período em relação aos seis primeiros meses de 2012 e atingiu 892 mil toneladas. Adubos foram responsáveis pelos maiores volumes de importados no Porto de Santos até a primeira metade do ano, com 1,2 milhão de toneladas. O produto, porém, apresentou queda de 0,8% em comparação a igual intervalo de tempo em 2012.

Contêiner

A carga por contêiner avançou 6,3% no semestre, chegando a 1,6 milhão TEUs (medida equivalente a um contêiner de 20 pés). O volume também é recorde para o período, informou a Codesp. Apesar do aumento de carga, o número de navios que aportaram em Santos caiu 6,3% em relação a igual período de 2012.

Porto de Santos bate recorde em 2012

Carga no Porto de Santos é recorde no 1º semestre

Volume de mercadorias somou 53,7 milhões de toneladas, alta de 14,3% ante igual período de 2012 

16 de julho de 2013Wladimir D’andrade, da Agência Estado

SÃO PAULO – O movimento de carga no Porto de Santos bateu recorde no primeiro semestre deste ano, com volume de 53,7 milhões de toneladas, alta de 14,3% sobre os 47 milhões de toneladas verificados em igual período de 2012, informou a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp). A carga para exportação cresceu 20,2% na primeira metade do ano ante mesmo intervalo de 2012, para 37,9 milhões de toneladas, enquanto o volume de importação avançou 2,3%, para 15,8 milhões de toneladas.

O Porto de Santos foi responsável por 25,6% da balança comercial brasileira no primeiro semestre, ao totalizar US$ 59,5 bilhões. O valor das cargas de exportação embarcadas totalizou US$ 30,6 bilhões, contra US$ 29,9 bilhões no primeiro semestre de 2012. As importações chegaram a US$ 28,9 bilhões, valor superior ao de igual período do ano passado (US$ 27,2 bilhões).

Em junho, o Porto de Santos movimentou 9,3 milhões de tonel0adas, o que representa um avanço de 11,6% sobre igual mês do ano passado. Deste volume, as exportações foram responsáveis por 6,4 milhões de toneladas (alta de 12,4%) e as importações por 2,9 milhões de toneladas (crescimento de 9,9%). De acordo com a Codesp, os totais mensais registrados no primeiro semestre de 2013 bateram recorde de movimentação quando comparados a igual mês do ano anterior.

Dentre as mercadorias de exportação, destaque para o açúcar, que cresceu 60,2% em volume no primeiro semestre, para 8,3 milhões de toneladas; para o álcool, cujo volume subiu 92,1% no período, para 892 mil toneladas; e para o milho, que apresentou elevação de 396,5% no volume, ao totalizar 1,6 milhão de toneladas. A soja, no entanto, liderou as exportações em volume absoluto, 12,1 milhões de toneladas, o que significou aumento de 7,3% de janeiro a junho de 2013 ante o primeiro semestre do ano passado.

O minério de ferro a granel liderou, no semestre, as altas entre os produtos de importação. A mercadoria cresceu 51,5% no período em relação aos seis primeiros meses de 2012 e atingiu 892 mil toneladas. Adubos foram responsáveis pelos maiores volumes de importados no Porto de Santos até a primeira metade do ano, com 1,2 milhão de toneladas. O produto, porém, apresentou queda de 0,8% em comparação a igual intervalo de tempo em 2012.

Contêiner

A carga por contêiner avançou 6,3% no semestre, chegando a 1,6 milhão TEUs (medida equivalente a um contêiner de 20 pés). O volume também é recorde para o período, informou a Codesp. Apesar do aumento de carga, o número de navios que aportaram em Santos caiu 6,3% em relação a igual período de 2012.

Porto de Santos atinge recorde inesperado em acúmulo de produtos importados

Recorde de carga causa acúmulo inédito de importados em Santos

DE SÃO PAULO | Folha de São Paulo

O porto de Santos, por onde passa 27% do comércio exterior brasileiro, deve alcançar a marca recorde de 96 milhões de toneladas de carga em 2010, de acordo com a Codesp, a empresa que administra o complexo.

O crescimento das exportações em 2010 ajudou, principalmente a venda de commodities, sobretudo soja e açúcar –esse um dos itens que congestionaram Santos em 2010.

Mas foi a importação que surpreendeu até o principal executivo do maior terminal de contêineres do país, a Santos Brasil, informa reportagem de Agnaldo Brito para a Folha.

“Ninguém esperava um volume de importações desse tamanho. Não há infraestrutura que suporte um crescimento tão rápido”, disse Antônio Carlos Sepúlveda, presidente da Santos Brasil.

Até outubro, as importações gerais do porto cresceram 40,4%, alcançando 26,34 milhões de toneladas.